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quinta-feira, 24 de abril de 2014

PARA ONDE VÃO OS QUE MORREM?


PR. ALEJANDRO BULLóN

Recebi, outro dia, a ligação telefônica de um pai desesperado por causa da morte de seu filho de 18 anos. Uma jovem vida, cheia de sonhos e expectativas, tinha sido inesperadamente interrompida pela morte, num trágico acidente de trânsito. Como ajudar um pai nessas circunstâncias? Aquele pai me dizia com voz embargada: "Pastor - se ao menos eu soubesse com certeza onde está meu filho! Mas cada um me dá uma versão diferente. Uns dizem que o espírito dele continuará sofrendo enquanto eu não saldar todas as dívidas dele. Outros afirmam que ele reencarnou em outra vida e que hoje é mais feliz do que a gente. E há ainda outros que me aconselham a confiar em Deus porque, segundo eles, se meu filho foi bom, está no paraíso e se não, que Deus tenha piedade dele. Depois disso tudo" - continuou falando o homem - "eu já não sei mais o que fazer, nem o que pensar. Por favor, me ajude!" O clamor deste pai, é o clamor desesperado do ser humano de todos os tempos. Para onde vão as pessoas quando morrem? O que acontece com elas? Existe vida após a morte? Podemos afirmar, pela Bíblia, que existe reencarnação ou diálogo com os espíritos dos mortos? O livro de Apocalipse é uma solene advertência ao homem que vive nos dias de hoje. Afinal, o inimigo usará como instrumento poderoso para enganar aos homens tudo o que estiver relacionado com o estado dos mortos. Sabemos que o diabo usará todos os recursos que estiverem ao seu alcance para levar o ser humano a adorar qualquer coisa e obedecer a qualquer um, menos a Deus. Houve um período na História em que, através do poder romano dos Césares e imperadores, o diabo usou a força, a perseguição e a morte para forçar a consciência. Mais tarde, usou o poder religioso para deturpar a Palavra de Deus e perseguir os "hereges", cuja única "heresia" era adorar ao Deus verdadeiro e obedecer à Sua Palavra. Posteriormente, na época da França atéia, o inimigo usou o racionalismo para negar completamente a existência de Deus e queimar a Bíblia em praça pública. Apesar disso, sempre houve um povo que guardava os mandamentos de Deus e perseverava no testemunho de Jesus. Mas o inimigo não se dá por vencido. Em nossos dias já não persegue, nem queima Bíblias; até o ateísmo está quase obsoleto. Mas o diabo continua agindo para alcançar seus objetivos. Como? Despersonalizou a Deus. Deus deixou de ser uma Pessoa e passou a ser uma simples "energia" que pode estar em todo lugar e em todas as coisas. Além disso, "eternizou" a vida, fazendo crer que a vida do ser humano não tem fim, que a vida neste mundo é apenas uma "passagem" para outras vidas. Eu acredito que se você quiser informações com relação ao que acontece quando o homem morre, tem o direito e o dever de procurar todas as fontes que estiverem disponíveis. Uma dessas fontes necessariamente terá que ser a Bíblia, considerada pelos cristãos como a Palavra de Deus. O que é que Deus diz com relação a esse assunto? Para entender aonde vão os mortos quando morrem é preciso saber primeiro como é que o ser humano foi criado. Veja o que a Bíblia afirma em Gênesis 2, verso 7: "Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente". Uma "alma vivente", no sentido bíblico é uma pessoa viva. Você e eu somos almas viventes. "Alma", no sentido bíblico, nunca é um espírito desencarnado. Quando dizemos que no estádio havia cem mil almas assistindo ao jogo estamos nos referindo a cem mil pessoas vivas. Este é o uso que a Bíblia faz da palavra alma. Bom, pela declaração bíblica você percebe que o ser humano começou a viver no momento em que o pó da terra juntou-se ao fôlego, ou sopro de vida. Pó da terra é pó da terra; não é ser humano. O pó da terra não pensa, não tem fome, nem sede, nem sente frio ou calor. Pó é simplesmente pó; não passa disso. Por outro lado, o sopro de vida é apenas sopro. O sopro, em si, também não pensa, não sente, nem é um ser humano. Mas a Bíblia declara que, quando o pó da terra juntou-se com o fôlego de vida, então sim, surgiu o ser humano vivo. E o que acontece quando o homem morre? A Bíblia responde em Eclesiastes 12,7: "E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu". Segundo esta declaração, no momento em que o homem morre acontece o inverso do que aconteceu quando ele foi criado. Na criação Deus soprou nas narinas do - homem feito do pó da terra - o fôlego de vida, e o homem viveu. Ao morrer, Deus recolhe o Seu fôlego de vida - que a Bíblia chama de "espírito" - e o corpo, feito de pó, é enterrado; com o tempo entra em decomposição; apodrece e finalmente seca e vira pó. E o que acontece com o espírito? Bom, para responder essa pergunta, primeiro teríamos que ter bem claro que, quando Deus deu o Seu fôlego de vida ao ser humano, não lhe deu um fôlego "pensante". A palavra hebraica usada para espírito é ruach que quer dizer exatamente "sopro" e nada mais. Em grego, que é a outra língua bíblica, a palavra usada é pneuma, de onde vem a palavra "pneu" e que também quer dizer ar, sopro, fôlego, e nada mais. O ser humano pensante e vivo só apareceu quando o pó e o sopro divinos se juntaram. É como a luz elétrica: a energia que vem pelo fio não é luz, a lâmpada também não é luz, mas quando a energia se junta com a lâmpada, então aparece a luz elétrica. E o que acontece quando a luz se apaga? A lâmpada está ali, a energia, também. Mas quando através de uma chave, separamos ambas, a luz desaparece. Isto nos ajuda a entender que não existe espírito vivo e pensante depois que o homem morre. A Bíblia é categórica ao afirmar em Eclesiastes 9, versículos 5,6 e 10: "Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento. Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol. Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma". Se a Bíblia é tão categórica ao afirmar que, quando o ser humano morre, acaba a vida para ele, de onde vem a idéia de que a vida não acaba, e que o espírito continua vivendo após a morte? Voltemos à origem de tudo, no Jardim do Éden. Deus disse ao ser humano que não devia tocar o fruto da árvore da ciência do bem e do mal porque, o dia que o fizesse, certamente morreria. Mas então vem o diabo, disfarçado em serpente e diz: "Não morrereis". Aquele foi o início da teoria de que o homem não morre. Foi o inimigo de Deus o pai dessa idéia que hoje está em voga como nunca, até no meio cristão. Outro dia, um jovem me dizia: "Pastor, eu não acreditava na existência de espíritos, até que um amigo meu perdeu o pai e assistiu a uma sessão espírita, e conversou com o espírito do pai. Não foi uma ilusão dele. Ele ouviu a voz do pai". Eu não duvido que aquele jovem tenha ouvido uma voz, mas, com certeza, não era a de seu pai. Na Bíblia está registrada a história do rei Saul, que se desviou dos caminhos de Deus. Ele esqueceu das advertências claras de que não existem espíritos vivos vagando por aí e recorreu a uma médium espírita. A história está registrada em I Samuel 28: 7,8 e 11 da seguinte maneira: "Então, disse Saul aos seus servos: Apontai-me uma mulher que seja médium, para que me encontre com ela e a consulte. Disseram-lhe os seus servos: Há uma mulher em En-Dor que é médium. Saul disfarçou-se, vestiu outras roupas e se foi, e com ele, dois homens, e, de noite, chegaram à mulher; e lhe disse: Peço-te que me adivinhes pela necromancia e me faças subir aquele que eu te disser... Então, lhe disse a mulher: Quem te farei subir? Respondeu ele: Faze-me subir Samuel." A história continua dizendo que Samuel apareceu envolto num pano e conversou com Saul. Aparentemente, Saul, como o jovem que foi à sessão espírita, conversaram com espíritos de pessoas que já estavam mortas. Embora a Bíblia registre essa história, o contexto prova que aquele espírito não era o de Samuel e sim o de algum espírito demoníaco. As provas são as seguintes: 1. As indicações de que Israel nunca deveria consultar aos mortos eram bem claras. Isaías 8:19 nos diz: "Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?" Como podia Deus enviar uma mensagem para Saul através do "espírito de um morto", se Ele mesmo o proibira? 2. O registro bíblico de I Samuel 28, verso 6; diz que Deus não aceitava comunicar-Se há muito tempo com Saul: "Consultou Saul ao Senhor, porém o Senhor não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas". A pergunta é: se Deus não queria comunicar-Se com Saul, por meios considerados devidamente lícitos, como é que iria comunicar-Se por meio de um "espírito"? 3. O texto bíblico de I Crônicas 10:13 registra que: "...morreu Saul por causa da sua transgressão cometida contra o Senhor, por causa da Palavra do Senhor, que ele não guardara; e também porque interrogara e consultara uma necromante". Como poderia Deus ter reprovado o fato de Saul ter falado com o "espírito de Samuel" se tivesse sido Deus quem falou naquela ocasião? Bom, se o espírito com quem Saul falou não era de Samuel, que tipo de espírito era? O Apocalipse responde a essa pergunta, no capítulo 12, versos de 7 a 9, veja: "Houve peleja no céu. Miguel (ou seja, Jesus) e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles. E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos". E qual é a atividade desses anjos malignos hoje? Qual é a grande especialidade do diabo? Seduzir e enganar, e é justamente a isso que seus anjos se dedicam. Eles se disfarçam de espíritos de mortos e aparecem nas sessões espíritas. Eles são os "fantasmas" e "almas penadas" que vagueiam nas noites escuras, eles se vestem de tradições, fábulas e lendas como o saci pererê, a mula sem cabeça, ou o chupacabras, para atingir o povo mais simples. Outras vezes, manifestam-se através dos OVNIs (Objetos Voadores Não Identificados), e seres extraterrestres para alcançar as mentes mais sofisticadas. "Não morrereis" - disse a serpente no jardim do Éden, e essa mensagem da imortalidade da alma será um dos instrumentos poderosos de engano e sedução que o inimigo usará nesta virada de século. Você poderá achar essa mensagem adaptada para todos os gostos. Pessoas simples participarão nas sessões de baixo espiritismo, como a macumba e o candomblé. Pessoas mais cultas, buscarão sessões espíritas tradicionais ou tratamentos de regressão, tentando descobrir espíritos de mortos ou vidas passadas. Muitas destas atividades se apresentam no seu estado grotesco, com sangue de galinhas e bodes pretos, ou despachos misteriosos em determinados lugares. Já outros, se apresentarão em forma de atividades de filantropia e beneficência social, despertando a pergunta: que mal tem? O homem moderno buscará a sabedoria nos "espíritos iluminados" dos faraós egípcios ou dos incas peruanos de Manchupichu. Tentará comunicar-se com seres extraterrestres ou buscará a sabedoria e técnica médicas através do "espírito" de médicos famosos que já estão mortos. Enfim, não há limite para os esforços que o inimigo fará a fim de espalhar a mensagem de que o espírito do homem nunca morre. Você poderá ver essa mensagem todos os dias através das novelas e dos filmes, na TV, no rádio, nas revistas e jornais. Poderá ouvi-la nas conversas de botequim e correndo de um lado para outro, na boca do povo, apresentada por artistas famosos, estrelas da televisão e personalidades de destaque. Mas por que todo esse esforço para divulgar essa mensagem? Porque, se a alma não morre, não há por que preocupar-se muito com esta vida. Se acertarmos ou errarmos, qual é o problema? Existem outras vidas! Para que salvação, Cristo, obediência à Palavra de Deus, se teremos a eternidade toda para continuar evoluindo? A Bíblia ensina claramente que existe imortalidade só em Cristo. Por outro lado, o inimigo ensina que a imortalidade está em você. A Bíblia sempre tenta conduzir a adoração do homem a Deus. O inimigo tenta conduzir a adoração do ser humano a qualquer coisa, menos a Deus. A Palavra de Deus é clara e ao ensinar que, quando o ser humano morre, seu corpo volta para a terra e o sopro de vida retorna a Deus. Não existe mais consciência, a partir desse momento. São equivocadas as idéias de que os espíritos dos maus vão para o inferno, dos bons ao paraíso, dos mais ou menos bons ao purgatório e das crianças ao limbo ou, então, que eles andam vagueando por aí ou reencarnando-se em outras formas de vida. Mas existem pessoas sinceras que, com a Bíblia na mão, não conseguem enxergar esta verdade contundente. Encontramos, por exemplo, a parábola do rico e Lázaro em Lucas 16, versos 19 a 24, que literalmente diz assim: "Ora, havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que, todos os dias, se regalava esplendidamente. Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta daquele; e desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico; e até os cães vinham lamber-lhe as úlceras. Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado. No inferno, estando em tormento, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio. Então, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama". A parábola continua, e muitas pessoas acham que essa é uma prova bíblica de que, quando o homem morre, o espírito continua vivendo. Convém ter em conta, então, os seguintes pontos: 1. Esse relato é uma parábola e as parábolas usavam o que o povo cria, fosse certo ou errado, como base para ensinar uma lição espiritual, nunca uma doutrina. 2. O quadro que esta parábola pinta não é literal. Ele é tão irreal que você terá dificuldade para responder as seguintes perguntas: De que tamanho era o seio de Abraão, para que lá coubessem todos os espíritos dos mortos? Aonde foram os mortos que morreram antes de Abraão, se o seio de Abraão é a morada dos espíritos? Está o seio de Abraão que, segundo a parábola, é a morada dos justos, tão perto do inferno que as pessoas de ambos os lados pudessem conversar? É Abraão o chefe lá nos céus, sem cuja autorização ninguém pode fazer nada? e é a ele, e não a Deus, que os homens devem pedir misericórdia? Como você pode ver, a parábola do rico e Lázaro não pode ser considerada uma prova bíblica de que os espíritos dos mortos sofrem no inferno ou desfrutam no paraíso. O ensinamento bíblico é claro ao afirmar que, quando o homem morre, na realidade, é como se adormecesse na inconsciência, até o dia da ressurreição. São Paulo declara em I Tessalonicenses 4:13 e 16: "Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança... Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro". Esta é a bendita esperança do cristão. Se a morte arrancou de você um ente querido, pode ter a certeza de que ele está dormindo. Seu corpo voltou à terra e o sopro de vida está em Deus. Seu ente querido não tem mais consciência de nada. Ele não sofre, nem se alegra, nem tem frio, nem fome. Ele apenas descansa em Cristo. O inimigo de Deus pode inventar a teoria que quiser com relação ao estado dos mortos ou à imortalidade da alma. Crer que o espírito dos mortos vive, pode ser hoje o tema da moda. Mas, quais as provas? Onde nascem as teorias? Quais as fontes de informação? Apocalipse 14, verso 13, porém, é incisivo: "...Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham". Está você triste pela morte de um filho? A saudade bate sem parar? Prepare-se! O Senhor Jesus voltará logo, e ressuscitará seu filho. Você poderá abraçá-lo novamente. Hoje ele "descansa de suas fadigas". Apenas "suas obras o acompanham". Guarde as lembranças dos momentos felizes que passaram juntos e aguarde ansioso a manhã gloriosa da ressurreição.


ORAÇÃO: Querido Pai, coloque a esperança no coração de todas as pessoas que leram esta palestra. A esperança da volta de Cristo e a ressurreição de nossos seres queridos. Em nome de Jesus. Amém.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

10 TALENTOS


PR. ALEJANDRO BULLóN
O texto da mensagem de hoje está em São Mateus 25:14-18: "Pois como será o homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens. A um deu cinco talentos, a outro dois e a outro um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e então partiu. O que recebera cinco talentos saiu imediatamente a negociar com eles e ganhou outros cinco. Do mesmo modo o que recebera dois, ganhou outros dois. Mas o que recebera um, saindo abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu senhor." A lição básica da parábola dos dez talentos é a produtividade, e chamemos de produtividade a uma vida vitoriosa, de transformação de caráter ou de aquisição de virtudes da vida cristã. Enfim, a produtividade na vida do cristão, depende do tipo de relação que o servo tem com o seu Senhor. Os dois primeiros servos da parábola tinham uma relação de amor e confiança para com seu Senhor. O Senhor acreditava neles e eles o amavam, respeitavam e admiravam. 

Então, quando o Senhor foi embora, eles trabalharam com os talentos que o Senhor lhes deixou. E quando voltou, eles tinham o dobro, como fruto do trabalho das suas mãos. Mas sua produtividade estava ligada ao tipo de relacionamento que tinham com o Senhor. Já o caso do terceiro servo é completamente diferente. O terceiro servo era um poço de amargura, de ressentimento, de ódio disfarçado. Era servo. Servia, trabalhava para o Senhor, mas no fundo, desejava vê-lo morto. No fundo, falava mal dele, não acreditava nele. E todo esse poço de veneno, pode ser resumido nos versículos 24 e 25 do capítulo 25 do livro de Mateus: "Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: "Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste, e ajuntas onde não espalhates, receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu." Um servo com medo nunca poderá ser um servo produtivo. A primeira coisa que um servo precisa para produzir, é sentir-se amado, compreendido, aceito. O fruto do sentimento maravilhoso de sentir-se aceito, será a produtividade. Esta Parábola encerra uma das mensagens mais solenes que o cristão precisa entender: o tipo de relacionamento que Deus quer ter com o ser humano. Às vezes nós nos unimos a uma Igreja pensando que estamos tornando-nos cristãos. 

No entanto, nunca descobrimos o que é cristianismo. Passamos a vida toda freqüentando uma igreja chamada cristã, mas nunca experimentamos o gozo da vida cristã. Voltemos por um instante ao Jardim do Éden, quando Deus criou Adão e Eva. Ele não os criou para serem robôs programados para obedecer. Deus os criou para que fossem seus filhos. Deus não quer escravos, quer filhos; seres humanos realizados, valorizados, amados, compreendidos. Se olharmos para a Bíblia, veremos que o relacionamento que Deus teve com Adão e Eva, foi um relacionamento de pai para filho. Todos os dias Deus chegava ao jardim e Adão e Eva jogavam-se nos braços do Pai. Havia uma relação de confiança, de amor, de companheirismo. Sabe quando apareceu o medo? Quando o ser humano tentou fazer-se o deus de sua própria vida. Quando ele usou mal a liberdade que Deus lhe confiara. Porque parte do amor de Deus era a liberdade. Deus nunca poderia dizer "eu amo meu filho", se o tivesse criado sem liberdade. 

A expressão de seu amor era a liberdade. Liberdade para fazer o bem ou para fazer o mal. Tem muita gente hoje que pergunta: "Pastor, se Deus sabia que o homem ia pecar, por que que colocou no Jardim do Éden uma árvore da ciência do bem e do mal? Por que colocou a possibilidade do mal?" Meu amigo, veja bem, se Deus, ao criar o mundo não tivesse colocado diante do homem a possibilidade do mal, o ser humano não seria livre. O ser humano seria escravo do bem. Ele seria bom unicamente porque não existia a possibilidade de ser mau. Ele não teria liberdade, não poderia escolher. Seria como um animal dominado pelo instinto para um determinado tipo de vida, incapaz de decidir. Foi por isso que Deus criou o ser humano livre. Mas, quando ele usou mal a sua liberdade, o texto bíblico nos relata que: "Quando ouviram a voz do Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim." (Gênesis 3:8) Então veio a grande pergunda que vemos no verso seguinte: "E chamou o Senhor Deus ao homem e lhe perguntou: onde estás?" (Gênesis 3:9) E desde aquele dia a grande pergunta de Deus tem sido: "Pedro, onde está você? Francisco, Aparecida, Rosa, Maria, Juliana, José, Rubens, onde está você?" E aí vem a resposta do homem. Escondido atrás da árvore, seminu, com vergonha, arruinado, quebrado por dentro, culpado, atormentado pela consciência: "Senhor, tive medo e me escondi." Meu querido, num cristianismo sadio, não pode haver lugar para o medo. O medo é fruto do pecado. Antes da entrada do pecado não existia medo. Deus nunca desejou que no relacionamento que Ele tivesse com Seus filhos, existisse a palavra medo. O medo é fruto do pecado. O que acontece em nossos dias, porém, em nome de Deus e em nome da religião? Muitos líderes religiosos estão criando a religião do medo. Ensinam a temer a Deus, ensinam a ver Deus como aquele soberano sentado em Seu trono, com uma vara na mão, olhando para a Terra, com o objetivo de ver quem é o malcriado que se comporta mal, para castigá-lo. Desde criancinhas crescemos com este conceito: se eu for bom, Deus me ama. Se eu não for bom, Deus não me ama. E crescemos pensando assim. E um dia você bate com o carro e a primeira coisa que imagina é: "o que estará errado em minha vida?" Alguém fica doente em sua família e a primeira coisa que você imagina é: "Que pecado oculto haverá em minha vida para que a doença atinja minha família?" Você perde o emprego, e o primeiro pensamento que lhe passa pela cabeça é "Deus está me castigando, porque fiz isto ou aquilo". O inimigo é terrível! Quando alguma provação chega à sua vida, quando surge algum momento difícil, imediatamente ele faz você lembrar de todas as coisas erradas de seu passado. E a conclusão a que você chega é: eu não presto, estou sofrendo porque Deus está me castigando, não posso orar a Deus porque Ele não ouvirá minha oração. Querido, a religião do medo é a pior coisa que pode acontecer nesta vida. Sabe por quê? Porque o inimigo vai fazer de tudo para levar você para uma vida de pecado e miséria. Mas, se o inimigo não puder mantê-lo no erro, então vai permitir que você volte para Deus, pelos motivos errados. E um dos motivos errados para você se aproximar de Deus, é o medo. Você nunca pode se aproximar de Deus pelo medo. É por isso que se você é um líder religioso, não pode levar a Igreja a um reavivamento autêntico, provocando medo nas pessoas: "Ah, temos que nos preparar porque os juizos de Deus já estão chegando! Temos que mudar de vida porque senão seremos atingidos pela ira de Deus! Temos que nos preparar porque talvez no ano 2000 Cristo volte à Terra!" Não! Se você se preparar por medo, sua preparação não vale nada. Se você se aproximar de Deus por medo, seu cristianismo não vale nada. 

Por medo, unir-se a uma Igreja, ser batizado e tentar cumprir tudo que Deus pede, não vale. Por medo, para não sofrer os castigos de Deus, para não receber a maldição, para que tudo vá bem! Mas, sabe quando você vai ver a fragilidade de sua triste religião? Quando chegar o momento da pressão, da provação, das dificuldades. O terceiro servo da parábola não sabia que tinha medo de Deus. Ele pensava que era mais um servo, mais um membro da Igreja. Ele não sabia que odiava Seu Mestre. Ele não estava consciente do conceito que ele tinha de Deus. As acusações que saíram de sua boca, os impropérios de seu coração apareceram quando chegou o momento do ajuste de contas. Quando viu que o servo que recebera cinco devolvera dez; o que recebera, dois devolvera quatro; e ele que recebera um, não tinha nada. Foi aí que ele confrontou-se com a sua realidade. Ele não amava seu Senhor. Tinha um monte de acusações. Na sua opinião, o senhor era injusto: colhia o que não havia plantado! Cobrava o que não havia semeado. Então disse: "... receoso, escondi na terra o teu talento." (Mateus 25:25) A minha pergunta é: "qual é o tipo de cristianismo que você pratica? Você tem medo de Deus ou é atraído a Ele pelo seu maravilhoso amor? Que tipo de cristianismo lhe ensinaram? Pois, desde o momento que você entrou na Igreja, tem que se portar direitinho, porque, senão , você poderá receber os castigos divinos? É este o tipo de cristianismo que lhe ensinaram? Então você não entendeu o Evangelho, porque o cristianismo é um relacionamento de amor com o Senhor Jesus. 

Cristianismo é enamorar-se de Jesus, apaixonar-se por Jesus, entregar-Lhe a vida. Colocar a mão no braço de Jesus e dizer assim: "Senhor, leva-me pelos caminhos desta vida." Você não pode querer portar-se bem para ser amado. Precisa, primeiro, ser amado para poder portar-se bem. O filho que sente o amor do Pai é o que melhor se desenvolve. Não teme o futuro nem os desafios porque sabe que está ao lado do Pai e Ele o ama com um amor incondicional. A produtividade na vida cristã depende do tipo de relacionamento que você tem com Jesus. Você acha que só porque caiu uma vez, Deus o detestou? Você acha que porque escorregou cinco, dez vezes, Deus não acredita mais em você? Ah, querido, a Bíblia está cheia de exemplos, de um Pai que espera, que procura, que chama e que não perde as esperanças. Aceite este amor hoje mesmo.

AMOR LOUCO Letra e Musica: Amy Grant, Gary Chapman, Sloan Towner, Brown Bannister e Michael W. Smith Eis-me aqui, mais uma vez. Não Te cansas de escutar-me: "Outra vez cai." Eis a oração que Te farei, sinto muito tanta dor que Te causei, oh! Deus! Com pecados sucessivos, pois jamais mudei. E entretanto, me perdoas e me envolves com amor uma vez mais. É Teu grande amor, que nunca me deixará não posso entender sua imensidão. E esse amor baniu todo mal de mim, Oh! quão grande é Teu amor. Outra vez não pude ver, antes que Te conhecesse Teu amor senti. Chorando estou e Tu também porque vejo as promessas que jamais cumpri, por palavras digo: "Creio", mas não tenho fé. E entretanto me perdoas e me envolves co'amor uma vez mais. É Teu grande amor, que nunca me deixará não posso entender Sua imensidão. E esse amor baniu todo mal de mim, oh! quão grande é Teu amor. É Teu grande amor, que nunca me deixará não posso entender Sua mensidão. E esse amor baniu todo mal de mim, Não me faltará eu sei, Te conheço afinal. Não posso viver sem Teu amor! É Teu grande amor, que nunca me deixará!


ORAÇÃO Pai querido, obrigado por Teu amor infinito. Ah, Senhor, nunca poderemos entender a imensidão deste Amor, mas, obrigado, porque o que seria de nós se não nos amasses tanto. Agora, aceita esta oração e a oração sincera de tantas pessoas que estão falando em seus corações Contigo, aí onde estão. Em nome de Jesus. Amém.

JOVEM RICO

Texto: Marcos 10:17-22 Sermão analítico. Cleidson Corsino da Silva * Introdução: Aqui está um homem, um jovem ou ainda melho...